é a segunda vez que escrevo aqui hoje. Não me importo. Ninguém lê mesmo. E mesmo se alguém ler, a pessoa em questão não me conhece nem vai me julgar. Por isso não me importo.
Tenho me sentido um bocado sozinha esses dias. Como se ninguém no mundo pudesse me entender. Besteira, eu sei. O mundo está tão lotado com pessoas! Será realmente possivel que nem uma delas me entenda?
Acho difcícil. Sei que alguém me entenderia, sei disso muito bem. Só não a encontrei ainda, e não acho que algum dia cruzaremos.
Soa pessimista, eu sei, mais tem tanta gente por aí, tante gente esquisita. Quem não me garante que a única pessoa que me entenderia foi o cara que sentou do meu lado no onibus hoje? Aquele cara com um fone de ouvido berrado músicas bregas que eu odiei durante nossos 15 minutos de convivência? Se fosse ele, perdi minha oportunidade de compartilhar sentimentos com ele, já nos cruzamos uma vez, não vamos nos cruzar denovo, e não aproveitamos a nosso único convívio juntos. Mas não necessáriamente era ele, a pessoa que me entende nesse mundo pode ser uma coreana. E se for assim, perco minhas esperanças mais uma vez. Eu não sei falar coreano! E as chances de uma coreana falar português fluente também são mínimas, então mesmo se, de fato, nos encontrarmos num programa de turismo em Paris, ou em Sao Paulo mesmo, ( na Coréia acho dificil, honestamente) nunca sentaremos para comparilhar ideias.
Por isso me sinto sozinha.
Não por pensar que estou de fato sozinha, mas sim uma espécie de pânico dentro de mim, à espera do me entendedor. Imagino essa pessoa; sua aparência, suas caracteristicas pessoais, sua vida, sua família, seus amigos. A pessoa me parece ótima.
Mas, no fundo - só agora eu percebo - sei que essa pessoa que tanto idealizo nos meus pensamentos, sou eu.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Você disse que ninguém lê durante o post... Bem, eu vim ler! E gostei bastante. Parabéns, muito legal seu texto.
ResponderExcluir