é a segunda vez que escrevo aqui hoje. Não me importo. Ninguém lê mesmo. E mesmo se alguém ler, a pessoa em questão não me conhece nem vai me julgar. Por isso não me importo.
Tenho me sentido um bocado sozinha esses dias. Como se ninguém no mundo pudesse me entender. Besteira, eu sei. O mundo está tão lotado com pessoas! Será realmente possivel que nem uma delas me entenda?
Acho difcícil. Sei que alguém me entenderia, sei disso muito bem. Só não a encontrei ainda, e não acho que algum dia cruzaremos.
Soa pessimista, eu sei, mais tem tanta gente por aí, tante gente esquisita. Quem não me garante que a única pessoa que me entenderia foi o cara que sentou do meu lado no onibus hoje? Aquele cara com um fone de ouvido berrado músicas bregas que eu odiei durante nossos 15 minutos de convivência? Se fosse ele, perdi minha oportunidade de compartilhar sentimentos com ele, já nos cruzamos uma vez, não vamos nos cruzar denovo, e não aproveitamos a nosso único convívio juntos. Mas não necessáriamente era ele, a pessoa que me entende nesse mundo pode ser uma coreana. E se for assim, perco minhas esperanças mais uma vez. Eu não sei falar coreano! E as chances de uma coreana falar português fluente também são mínimas, então mesmo se, de fato, nos encontrarmos num programa de turismo em Paris, ou em Sao Paulo mesmo, ( na Coréia acho dificil, honestamente) nunca sentaremos para comparilhar ideias.
Por isso me sinto sozinha.
Não por pensar que estou de fato sozinha, mas sim uma espécie de pânico dentro de mim, à espera do me entendedor. Imagino essa pessoa; sua aparência, suas caracteristicas pessoais, sua vida, sua família, seus amigos. A pessoa me parece ótima.
Mas, no fundo - só agora eu percebo - sei que essa pessoa que tanto idealizo nos meus pensamentos, sou eu.
terça-feira, 26 de maio de 2009
uns braços
Não foi nada, e eu sei disso, mas por algum motivo, me marcou.
Lá estávamos nós na frente da padaria. Nós dois e mais no mínimo 5 pessoas. Não era nenhuma situação especial, ele não significava nada para mim ( abertamente. Internamente, ele sempre vai significar algo para mim) e eu não significava nada para ele ( e nunca significarei). Um grupo de amigos conversando distraidamente, todos um pouco bebados, rindo de si mesmos e da situação.
Eu fumava cigarros compulsivamente, de nervosismo. Sua simples presença me faz ruer unhas, fumar cigarros, beber cervejas. Sempre foi assim, e não é do nada que esse habito vai passar.
Ele olhava para minha amiga Sofia, charmosa, graciosa, bonita. Não vou finjir que não sinto inveja dela, sempre conseguindo tudo o que quer, e agora, conseguindo algo de tão grande valor para mim. Ele. Mas não fiquei brava com ela. Não é sua culpa. Ela nao sabe deste meu amor incondicional por ele, e não percebeu suas indiretas. Não é sua culpa. Nem dele. É minha, que não esclareso esse sentimento estúpido dentro de mim para ninguém. Eu sei arcar com as consqüencias de meus atos e sentimentos sem sentido, então sofria em silêncio diante desta situação e discretamente pedia pela sua atenção, o único motivo para eu estar naquele lugar, naquela noite. Sua atenção.
Sofia, discreta, elegante e charmosa como sempre, levantou-se (estavamos sentados no chão, numa roda) e disse as palavras mas queima-filmes possíveis, mas em sua boca e em sua voz, soou bem:
- Estou indo ao banheiro, talvez demore.
Ninguém contestou. Nenhum rosto se contraiu numa risada. Todos lançaram um olhar de compreensão e voltaram a conversar, como se tal anúncio não tivesse sido feito alguns segundos antes.
A atenção dele voltou-se então para mim. Para mim! Eu tinha finalmente conseguido. Nós começamos a conversar à parte do grupo em roda, uma convesa só nossa, um assunto só nosso, sem ser compartilhado com ninguém. Ninguém se intrometeu, talvez por terem ercebido o brilho de felicidade no meu olho, talvez porque nós dois estivessesmos tão entretidos sozinhos em nossa conversa que ninguém se sentiu bem-vindo a compartilha-la conosco (e não eram mesmo!).
Sobre o que falávamos, não me lembro, e não vou inventar um outro possível assunto para não estragar o que aconteceu realmente, no momento real, sabado passado. Só sei que, na hora, foi totalmente adequado seu ato de levantar e se jogar em cima de mim, me beliscando ( e forte!), me deixando imobilizada pela dor, pelo susto e pela secreta felicidade. Quando ele finalmente me soltou, eu disse, sem medo
- Você sabe machucar, não?
E revidei, mais fui vencida por ele e os beliscões voltaram para mim. Protestei novamente e novamente ele me soltou. Dessa vez, não reclamei. Olhei em seus olhos e eles se divertiam. Isso me fez feliz. Alguém da roda comentou, brincando:
- Estão vivos, os dois?
Eu respondi, no mesmo tom de brincadeira, mas com alguma coisa séria no fundo da voz:
- Não! Amanhã eu vou acordar roxa e dolorida graças a esse brutamonte!
Ele fez um olhar assustado e soltou um "desculpas" de braços abertos, em minha direção. Me abraçou. Já tinhamos feito isso antes, nos abraçado. Nunca foi nada mais do que um abraço deveria ser. Mas esse foi.
No inicio, foi normal. Um abraço de reconcilização, dele comigo, seus braços em volta de meus ombros e meus braços abraçando suas costas. Mas o abraço começou a ganhar vida, força, eme começou a me apertar carinhosamente e eu o apertei de volta. E ficamos assim por algum tempo, sem nos dizer nada, nos apertando um nos braços do outro, felizes por estar onde estavamos. Eu, pelo menos, estavam. Quando saimos do abraço - coisa que não foi estranha (raramente agente sai dum abraço desses sem se sentir estranha, e essa foi uma dessas poucas vezes) eu olhei seus olhos de relance e vi que eles me olhavar, felizes, e seus rosto estava aberto num sorriso.
Naquele momento, percebi.
Nós éramos amigos. Bons amigos, para ser mais específica.
E fiquei feliz.
Lá estávamos nós na frente da padaria. Nós dois e mais no mínimo 5 pessoas. Não era nenhuma situação especial, ele não significava nada para mim ( abertamente. Internamente, ele sempre vai significar algo para mim) e eu não significava nada para ele ( e nunca significarei). Um grupo de amigos conversando distraidamente, todos um pouco bebados, rindo de si mesmos e da situação.
Eu fumava cigarros compulsivamente, de nervosismo. Sua simples presença me faz ruer unhas, fumar cigarros, beber cervejas. Sempre foi assim, e não é do nada que esse habito vai passar.
Ele olhava para minha amiga Sofia, charmosa, graciosa, bonita. Não vou finjir que não sinto inveja dela, sempre conseguindo tudo o que quer, e agora, conseguindo algo de tão grande valor para mim. Ele. Mas não fiquei brava com ela. Não é sua culpa. Ela nao sabe deste meu amor incondicional por ele, e não percebeu suas indiretas. Não é sua culpa. Nem dele. É minha, que não esclareso esse sentimento estúpido dentro de mim para ninguém. Eu sei arcar com as consqüencias de meus atos e sentimentos sem sentido, então sofria em silêncio diante desta situação e discretamente pedia pela sua atenção, o único motivo para eu estar naquele lugar, naquela noite. Sua atenção.
Sofia, discreta, elegante e charmosa como sempre, levantou-se (estavamos sentados no chão, numa roda) e disse as palavras mas queima-filmes possíveis, mas em sua boca e em sua voz, soou bem:
- Estou indo ao banheiro, talvez demore.
Ninguém contestou. Nenhum rosto se contraiu numa risada. Todos lançaram um olhar de compreensão e voltaram a conversar, como se tal anúncio não tivesse sido feito alguns segundos antes.
A atenção dele voltou-se então para mim. Para mim! Eu tinha finalmente conseguido. Nós começamos a conversar à parte do grupo em roda, uma convesa só nossa, um assunto só nosso, sem ser compartilhado com ninguém. Ninguém se intrometeu, talvez por terem ercebido o brilho de felicidade no meu olho, talvez porque nós dois estivessesmos tão entretidos sozinhos em nossa conversa que ninguém se sentiu bem-vindo a compartilha-la conosco (e não eram mesmo!).
Sobre o que falávamos, não me lembro, e não vou inventar um outro possível assunto para não estragar o que aconteceu realmente, no momento real, sabado passado. Só sei que, na hora, foi totalmente adequado seu ato de levantar e se jogar em cima de mim, me beliscando ( e forte!), me deixando imobilizada pela dor, pelo susto e pela secreta felicidade. Quando ele finalmente me soltou, eu disse, sem medo
- Você sabe machucar, não?
E revidei, mais fui vencida por ele e os beliscões voltaram para mim. Protestei novamente e novamente ele me soltou. Dessa vez, não reclamei. Olhei em seus olhos e eles se divertiam. Isso me fez feliz. Alguém da roda comentou, brincando:
- Estão vivos, os dois?
Eu respondi, no mesmo tom de brincadeira, mas com alguma coisa séria no fundo da voz:
- Não! Amanhã eu vou acordar roxa e dolorida graças a esse brutamonte!
Ele fez um olhar assustado e soltou um "desculpas" de braços abertos, em minha direção. Me abraçou. Já tinhamos feito isso antes, nos abraçado. Nunca foi nada mais do que um abraço deveria ser. Mas esse foi.
No inicio, foi normal. Um abraço de reconcilização, dele comigo, seus braços em volta de meus ombros e meus braços abraçando suas costas. Mas o abraço começou a ganhar vida, força, eme começou a me apertar carinhosamente e eu o apertei de volta. E ficamos assim por algum tempo, sem nos dizer nada, nos apertando um nos braços do outro, felizes por estar onde estavamos. Eu, pelo menos, estavam. Quando saimos do abraço - coisa que não foi estranha (raramente agente sai dum abraço desses sem se sentir estranha, e essa foi uma dessas poucas vezes) eu olhei seus olhos de relance e vi que eles me olhavar, felizes, e seus rosto estava aberto num sorriso.
Naquele momento, percebi.
Nós éramos amigos. Bons amigos, para ser mais específica.
E fiquei feliz.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Começo
Começo aqui.
É dificil começar algo do nada, me sinto um tanto boba, não sei o que dizer.
Criei esse blog com o simples objetivo de escrever, e não consigo que outro motivo um blog poderia ter, mas o meu tem esse como unico.
Acho que deveria me apresentar. Miranda Luiza, mas me chamo de Louise. Porque? Essa é uma boa pergunta, daquelas que nunca farei à mim mesma.
Sou nova, mas não acho necessário especificar o quanto, até porque não interessa. Já ouvi muitas vezes que tinha cara de mais velha, mas meus amigos continuam me dizendo que sou infantil. Já me elogiaram no meio de uma conversa dizendo que minha mente é muito superior a minha idade, mas meus pais ainda me proibem de fazer uma série de coisas. E por aí vai. Legalmente, não existo.
Grande coisa. Melhor para mim.
Bom, vou-me indo. Não me julguem por esse primeiro post ridiculo, eu estou realmente desinspirada e não sou boa em apresentações.. Mas uma hora teria de começar, eu imagino. É isso.
Começou;
É dificil começar algo do nada, me sinto um tanto boba, não sei o que dizer.
Criei esse blog com o simples objetivo de escrever, e não consigo que outro motivo um blog poderia ter, mas o meu tem esse como unico.
Acho que deveria me apresentar. Miranda Luiza, mas me chamo de Louise. Porque? Essa é uma boa pergunta, daquelas que nunca farei à mim mesma.
Sou nova, mas não acho necessário especificar o quanto, até porque não interessa. Já ouvi muitas vezes que tinha cara de mais velha, mas meus amigos continuam me dizendo que sou infantil. Já me elogiaram no meio de uma conversa dizendo que minha mente é muito superior a minha idade, mas meus pais ainda me proibem de fazer uma série de coisas. E por aí vai. Legalmente, não existo.
Grande coisa. Melhor para mim.
Bom, vou-me indo. Não me julguem por esse primeiro post ridiculo, eu estou realmente desinspirada e não sou boa em apresentações.. Mas uma hora teria de começar, eu imagino. É isso.
Começou;
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